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The Frozen Tears of Angels (Rhapsody of Fire) |
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Escrito por Thiago 'El Cid' Cardim
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Qua, 30 de Junho de 2010 13:24 |
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Por Thiago 'El Cid' Cardim
Os jornalistas especializados gostam de chamar os caras de “power metal sinfônico”. Uma parte dos fãs de metal brinca (alguns em tom até elogioso, outros em tom sacana) dizendo que eles fazem “nerd metal” e/ou “RPG metal”. E os próprios músicos já se auto-intitularam “Hollywood Metal” ou “film score metal”. Não importa o rótulo: quando se fala na banda italiana Rhapsody of Fire, já dá para saber que tipo de som vamos ouvir. Se você não gosta do gênero, portanto, que fique claro que é bom fugir de “The Frozen Tears of Angels”, o mais novo disco de Luca Turilli e seus comandados. Mas para quem gosta, a notícia não poderia ser melhor: estamos falando daquele que é o melhor álbum deles desde “Dawn of Victory”, o grande destaque de sua discografia. Sim, senhor, pode comemorar erguendo aos céus seu machado para matar dragões. O Rhapsody of Fire voltou mais épico, mas bombástico e, por que não dizer, mais heavy metal.
Nota: 9,5
“The Frozen Tears of Angels” é a terceira parte da “Dark Secret Saga”, nova história de fantasia medieval de inspiração tolkieniana que vem permeando a obra do grupo. A saga conceitual começou em “Symphony of Enchanted Lands II: The Dark Secret” (2004), de longe o mais ambicioso e megalomaníaco disco da trajetória do Rhapsody, inflado de orquestrações, corais e demais recursos aos quais a banda só foi ter acesso com a superprodução de Joey DeMaio (baixista do Manowar).
Logo depois, foi a vez de “Triumph or Agony” (2006), bem menos deslumbrado, menos trilha sonora e mais metal, do jeito que deveria ser. Mas a banda ainda estava retornando aos eixos, retomando as rédeas da própria carreira depois dos muitos problemas profissionais envolvendo a relação com DeMaio e sua gravadora, a Magic Circle. “Triumph or Agony” ainda era um Rhapsody vacilante, tentando reencontrar a própria personalidade. Com “The Frozen Tears of Angels”, a pompa e a circunstância estão presentes como sempre, ou este não seria um disco do Rhapsody, claro. Mas o sexteto enfim põe novamente os pés no chão, colocando orquestrações e afins como acessórios para a música, e não o contrário. A principal estrela é a guitarra acelerada de Turilli, que continua tocando na velocidade da luz. Escute a instrumental “Labyrinth of Madness” e me diga se ele não está completamente em casa.
Para quem estava com saudades de canções como “Holy Thunderforce”, com aquele jeitão de hino épico como só o power metal nos proporciona, prepare-se: as ótimas “Crystal Moonlight” e “Raging Starfire” estão aqui para isso, com as doses certas de peso, melodia e refrões para sair cantando junto no minuto seguinte. No entanto, para provar que os caras não estão aqui para brincadeira, recomendo a audição de “Reign of Terror” – canção que tem lá seus corais e demais firulas, tudo bem. Mas que também é uma porrada veloz e furiosa, de guitarras quase thrash metal e com Fabio Lione cantando de maneira agressiva como quase nunca se ouve.
Em “The Frozen Tears of Angels”, o Rhapsody of Fire ainda manteve uma característica típica dos últimos discos e que vem se mostrando um acerto considerável: a obrigatória canção cantada em italiano. É o idioma natal dos caras e, vamos ser bem sinceros, pelo menos até agora tem encaixado muito bem com a sonoridade metálica. Aqui, temos a bonitinha “Danza di Fuoco e Ghiaccio”, uma espécie de balada de inspiração celta a la “Village of Dwarves”, que com certeza deve entrar no repertório das apresentações ao vivo da banda.
No fim das contas, para provar que este Rhapsody of Fire é uma banda de energias renovadas, que achou sua própria cara novamente mas que continua soando, afinal das contas, como os fãs sempre quiseram que o Rhapsody of Fire soasse, eles deixaram a faixa-título para o final. E estamos falando de uma composição enorme (com seus mais de 10 minutos), com diversas viradas, quebradeiras na bateria, longos e emocionados riffs...Se isso não é o Rhapsody of Fire mais puro e genuíno, juro que não sei dizer o que é.
Os anjos podem estar chorando. Mas os fãs do som do Rhapsody of Fire estão rindo à toa. E é isso que importa.
Line-Up: Fabio Lione- Vocal Luca Turilli – Guitarra Dominique Leurquin – Guitarra Patrice Guers – Baixo Alex Holzwarth – Bateria Alex Staropoli - Teclado
Tracklist: 1- Dark Frozen World 2- Sea of Fate 3- Crystal Moonlight 4- Reign of Terror 5- Danza di Fuoco e Ghiaccio 6- Raging Starfire 7- Lost in Cold Dreams 8- On the Way to Ainor 9- The Frozen Tears of Angels 10- Labyrinth of Madness 11- Sea of Fate (Orchestral Version) |
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Última atualização em Sáb, 14 de Agosto de 2010 22:59 |
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Feel the Steel (Steel Panther) |
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Escrito por Thiago 'El Cid' Cardim
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Qui, 24 de Junho de 2010 09:44 |
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Feel the Steel (Steel Panther)

Por Thiago 'El Cid' Cardim
Antes de qualquer coisa, dizer que o Steel Panther é o “Massacration gringo” é, além de uma afirmação preguiçosa, um erro conceitual. O Massacration é um projeto musical que surgiu a partir de uma piada de um grupo de humoristas televisivos, sendo que alguns deles também são fãs de heavy metal. No caso do Steel Panther (que anteriormente atendeu por nomes como Danger Kitty, Metal Shop e Metal Skool), estamos falando de músicos por natureza, que atuaram ou atuam em diversas bandas da Sunset Strip, que fazem parte de uma cena e resolveram tirar um barato de si mesmos e também de todos os amigos ao seu redor. O resultado é um hard rock com sabores nítidos da década de 80, com peso, laquê, lenços, batom e calças apertadinhas com estampas animais. As letras, obviamente, são uma metralhadora de piadas sexuais de duplo sentido e referências claras ao “sexo, drogas e rock ‘n roll” do dia a dia de Poison, Mötley Crüe, Skid Row e toda aquela galera. Seu segundo disco, “Feel the Steel”, o primeiro com o nome definitivo do grupo, consolidou sua sonoridade e tornou a piada ainda mais divertida. E a música muito melhor, claro. Até os mal-humorados que não gostam deste tipo de sátira desde a época do Spinal Tap vão ter que engolir: independentemente da piada, a música é muito boa. Mesmo.
Nota: 9,5
O vocalista Ralph Saenz, que no Steel Panther atende pelo nome de Michael Starr, já fez parte de uma famosa banda tributo ao Van Halen da era David Lee Roth, o Atomic Punks. Mais tarde, no EP “Wasted”, chegou inclusive a assumir os vocais do LA Guns. Já o guitarrista Russ Parrish também toca em seu projeto próprio, The Thornbirds, e na banda Electric Fence, do guitarrista Paul Gilbert (Mr.Big/Racer X). E estas são apenas algumas das credenciais do quarteto que abre o álbum “Feel the Steel” em altíssima octanagem, com a poderosa “Death to All But Metal”, o primeiro single. O título da canção já entrega: trata-se de uma exaltação daquelas ao metal, com muitas frases de efeito Manowar-style e as devidas sacanagens reservadas para nomes como Britney Spears, Madonna, Mariah Carey, Blink 182, Goo Goo Dolls, Eminem e ainda para as gravadoras e para a MTV.
Claro, é preciso que se diga: o humor dos caras é muito bom, mas não preza exatamente pela sutileza. O que eles sugerem que 50 Cent e Kanye West façam entre si está longe de ser gracioso. Estamos falando de uma veia satírica mais próxima daquelas comédias norte-americanas cheias de piadas escrotas (uma versão metálica de “Se Beber Não Case”, sacou?) do que para o non-sense inglês do Monty Python. Mas, de vez em quando, bem que a gente precisa de um tempinho para deixar o cérebro do lado de fora e relaxar com fartas doses de besteirol. E, de preferência, não infectado pela sempre vigilante patrulha do politicamente correto.
O tema preferido dos rapazes, obviamente, é o sexo. Em “Asian Hooker”, com participação de Scott Ian, guitarrista do Anthrax, eles relembram as peripécias de uma prostituta oriental. Já em “Fat Girl”, Starr relata toda a sua paixão, em um refrão com um daqueles coraizinhos cheios de “ô ô ô ô”, por uma garotona acima do peso. A baladinha de inspiração country “Girl from Oklahoma” é o retrato de uma groupie que adentrou o ônibus da banda e mostrou que era muito mais do que uma menina do interior. E na ótima “Eatin' Ain't Cheatin”, os músicos tentam convencer suas parceiras de que, durante as turnês, um pouco de sexo oral nos bastidores não pode ser considerado traição, não é mesmo?
Justin Hawkins, ex-vocalista do The Darkness e atualmente no Hot Leg, traz seus agudos para reforçar ainda mais o clima festivo de “Party All Day”, canção de pegada sobre o que rola nos camarins do rock de Hollywood com um refrão simplesmente irresistível e que ecoa os mascarados do Kiss – só que um pouco mais mal-educados, por assim dizer. O melhor momento de “Feel the Steel”, no entanto, fica reservado para a power ballad “Community Property”. Todo romântico, Starr emula o estilão do Bon Jovi na maior cara de pau, se derretendo em uma declaração de amor rasgada a sua amada. Mas ele deixa bem claro: “posso ser todo seu, mas minhas partes baixas são de domínio público”. Meninos do tal happy rock: é assim que se faz uma canção apaixonada de verdade. :-)
Com o riff furioso e a levada Mötley Crüe de “Hell's On Fire”, o disco se encerra em altíssimo nível, tão bom quanto começou. E provando, mais uma vez, aos fundamentalistas xiitas que uma coleção de boas canções de heavy metal podem ser ao mesmo tempo pesadas e divertidas. Bater cabeça e dar risada são coisas que combinam bastante – porque, afinal de contas, vamos combinar: ninguém agüenta mais esta sua cara de malvadão, escondida por trás dos cabelos compridos. Deixe um sorriso aparecer no seu rosto. O Steel Panther pode fazer isso por você.
Line-Up Michael Starr (Ralph Saenz) – Vocal Satchel (Russ Parrish) - Guitarra Lexxi Foxxx (Travis Haley) - Baixo Stix Zadinia (Darren Leader) – Bateria
Tracklist 1- Death to All But Metal (com Corey Taylor, do Slipknot) 2- Asian Hooker (com Corey Taylor, do Slipknot, e Scott Ian, do Anthrax) 3- Community Property 4- Eyes Of A Panther (com Corey Taylor, do Slipknot) 5- Fat Girl (Thar She Blows) 6- Eatin' Ain't Cheatin' 7- Party All Day (Fuck All Night) (com Justin Hawkins, do Hot Leg) 8- Turn Out the Lights (com M. Shadows, do Avenged Sevenfold) 9- Stripper Girl 10- The Shocker 11- Girl From Oklahoma 12- Hell's On Fire
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.: Thiago Cardim .
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World Painted Blood (Slayer) |
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Escrito por Thiago 'El Cid' Cardim
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Seg, 28 de Junho de 2010 12:06 |
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World Painted Blood (Slayer)

Por Thiago 'El Cid' Cardim
Se a discografia do Slayer fosse colocada em um daqueles gráficos que o mundinho corporativo tanto adora, seria possível ver bem nítidos dois picos e um vale. O primeiro pico, é claro, seria o período entre a década de 80 e o comecinho da década de 90, com discos clássicos como “Show no Mercy”, “Hell Awaits” e o mais do que histórico “Reign in Blood”. Até 1998, no entanto, seria possível ver uma queda considerável na produção – que, em 2001, voltaria a formar um outro pico a partir de “God Hates Us All”. Quando a formação clássica se reuniu novamente em “Christ Illusion” (2006), então, o nível de qualidade cresceu ainda mais, para o bem dos ouvidos de quem gosta de um thrash metal com as mesmas doses de fogo e fúria de outrora. “World Painted Blood” chega justamente para manter o padrão lá em cima. O quarteto californiano continua em forma como nunca, fazendo o inferno como sempre.
Nota: 9
Parte da imprensa musical apressou-se em dizer que “World Painted Blood” é o mais melódico dentre os recentes lançamentos do Slayer. A afirmação faz sentido – mas não pode ser interpretada fora de contexto. Quando se fala em melodia, é bom que se trace um paralelo direto, talvez, com “Seasons in the Abyss”. Sim, é possível entender claramente o que Tom Araya canta, como dá para perceber logo pela faixa-título que abre “World Painted Blood” ou mesmo na estilosa e cadenciada “Beauty Through Order”. Mas que isso não signifique que a banda abriu algum tipo de concessão e ficou, digamos, mais leve. Bem longe disso. Dá para perceber mais nitidamente a interpretação de Araya? Dá. Mas o cara continua vociferando como um animal. Ainda bem.
O que vemos em “World Painted Blood” é sim um Slayer que, mesmo depois de décadas, ainda está pisando no acelerador e sem qualquer pretensão de recorrer aos freios. No álbum, existe espaço para o clima sombrio que uma “Playing with Dolls” permite criar, refletindo a esperança de um futuro apocalíptico e cheio de gritos de horror para nossas crianças (nada mais Slayer, vamos ser sinceros). Mas basta escutar a trinca “Snuff”, “Public Display Of Dismemberment” e “Psychopathy Red” para perceber que temos aqui uma banda a 250 km/h, com King e Hanneman destruindo as cordas de suas guitarras e Lombardo comprovando que ainda é um dos mais exímios e talentosos bateristas do planeta.
A respeito dos temas abordados nas letras, por sinal, o Slayer continua sem afinar. “Americon”, um dos pontos mais altos de “World Painted Blood”, é uma porrada no queixo, de estadunidense para estadunidense, sobre uma nação infectada pela ganância e que mergulha os fracos em um banho de sangue – porque, afinal “it's all about the mother fucking oil”, como bem sabe a BP. E ao final, eis que surge “Not Of This God”, a mais do que aguardada patada do quarteto a respeito de seu assunto predileto: religião. Deixemos aqui a letra da canção falar por si mesma: “Holy water empty threat, the holy cross has no effect / I piss on any object of virtue, crucifix and rosaries / A world of insecurities, keep waiting for your soul to be rescued / You'll see no bright tomorrow, a promise of more sorrow / You call him the messiah, I see a reckless fashion based on metal slavery”. Sem meias-palavras.
É bem sintomático perceber que: 1) o Slayer não pára de colocar no mercado discos de extrema categoria (ou seria de “categoria extrema”?); 2) o Metallica parece ter encontrado o caminho para a redenção com “Death Magnetic” – que, se não é perfeito, pelo menos é uma melhora considerável; e 3) o Megadeth lançou o fenomenal “Endgame”, sua melhor bolacha em uma década. Só falta agora o Anthrax desencantar e se resolver logo com seus novos/velhos vocalistas para enfim lançar um disco novo e provar que, por mais que os críticos de plantão detonem, os big four continuam firmes e fortes comandando o heavy metal dos EUA. E que a molecada corra atrás do prejuízo.
Line-Up: Tom Araya – Vocal/Baixo Kerry King – Guitarra Jeff Hanneman – Guitarra Dave Lombardo – Bateria
Tracklist 01. World Painted Blood 02. Unit 731 03. Snuff 04. Beauty Through Order 05. Hate Worldwide 06. Public Display Of Dismemberment 07. Human Strain 08. Americon 09. Psychopathy Red 10. Playing With Dolls 11. Not Of This God |
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New World Man - A Tribute to Rush |
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Escrito por Alex Estevam
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Sáb, 05 de Junho de 2010 22:28 |
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A New World Man - A Tribute to Rush (2010)

Gravadora: Magna Carta (www.magnacarta.net)
Por Alex Estevam
Nota: 9,0
Depois da iniciativa por parte da gravadora Magna Carta e de um amálgama interessante de músicos para lançarem dois álbums de tributo ao Rush, (Working Man de 1996 e Subdivisions de 2005), foi lançado neste ano, pela mesma gravadora, a terceira parte do tributo ao melhor power trio já existente, (o Thiago vai vomitar quando ler isso), A New World Man - A Tribute to Rush.
São apenas 10 faixas que já deixa logo de início um gostinho de quero mais, pois o CD passa muito rápido e a escolha do repertório foi bem feliz na minha opinião. Os músicos se dividem criando uma harmonia bem interessante dada à diversidade de músicos e seus respectivos estilos. Só para ilustrar melhor, quem diria do guitarrista do Sepultura Andreas Kisser executando os solos de Limelight juntamente com Vinnie Moore, (que por sinal está de passagem pelo Brasil) tocando guitarra base. Pois é, dá pra melhorar ainda mais se ouvir a linda The Trees com Mike Portnoy na bateria e Billy Sheehan no baixo. Dá pra ter uma melhor noção da qualidade do que estamos falando aqui?
E já que estamos falando das músicas e suas formações, melhor comentar faixa-a-faixa:
1) New World Man conta com Robert Berry (vocal e teclado), Chris Pennie (bateria), Dave Martone (guitarra), Shane Gibson (guitarra) e Juan Alderete (baixo). Música muito bem executada. Porém, acho que deixou a desejar em pegada. Bom, fica difícil de exigir muito de um cover sempre lembrando da música executada por seus membros originais. Mas enfim, se andarmos para a próxima faixa...
2) The Trees com Mike Baker (vocal),Brendt Allman (guitarra), Chris Ingles (piano), Gary Wehrkamp (teclados), Mike Portnoy (bateria) e Billy Sheehan (baixo). Um belo timaço para uma senhora música. Ficou belíssima e com certeza é um dos pontos altos deste CD senão for a melhor faixa mesmo.
3) Fly By Night com Sal Marrano (vocal), Robert Berry (backing vocal e teclado),Chris Pennie (bateria), Dave Martone (guitarra), Shane Gibson (guitarra) e Juan Alderete (baixo). O toque mais rock and roll que essa faixa recebeu, em especial os belos solos bem blues de Dave Martone e Shane Gibson, deixaram essa que é uma das minhas músicas favoritas do Rush bem interessante. Não gostei do vocal de Sal Marrano, mas quando você ouvir a entrada da voz desse cara na música vai me entender - simplesmente não funcionou.
4) Mission com Eric Martin (vocal), Brad Kaiser (bateria), Robert Berry (guitarras, baixo, teclados e backing vocal). Outra belissíma canção também executada com maestria. A voz de Eric Martin caiu muito bem nessa música. O baixo aqui ficou igualzinho ao timbre usado por Geddy Lee. Aliás, tem um faz tudo nessa música - Robert Berry, o cara toca baixo, guitarra, sola, toca teclado, faz backing vocal, só faltou fritar ovo ao mesmo tempo. A música como algumas outras aqui, ficaram com um ar meio pop, talvez pela pegada da voz de Eric.
5) Tom Sawyer com Joseph Garcia (vocal e teclados), Mile Tole (bateria), Tommy Borboa (guitarra e vocal), Ryan Cano (guitarra) e Ron Tole (baixo e vocal). Outra conhecida música do Rush. Um clássico bem executado e até inventaram algumas viradas de pedal duplo e um solo a mais de guitarra que acabou por casar muito bem na música.
6) Jacob's Ladder com Sebastian Bach (sim... aquele do Skid Row, nem preciso falar que ele canta), John Petrucci (guitarra), Matt Guillory (teclados), Mike Portnoy (olha ele aí batucando de novo), Billy Sheehan (esqueci de falar... sim o cara do Mr. Big no baixo) e Brendt Allman (guitarra). Essa música foi mal escolhida para o Sebastian Bach, já que tem pouquíssimo vocal. Poderiam ter colocado o Sal Marrano cuja voz cairia bem melhor aqui e Sebastian Bach lá em Fly By Night. Mas enfim, a música está longe de ser ruim, já que conta com uma das melhores seleções deste disco. Só o fato da dupla Dream Theater tocar aqui já conta muita nota.
7) Limelight com Kip Winger (vocal), Andreas Kisser (guitarra), Vinnie Moore (guitarra), Stu Hamm (baixo), Mike Mangini (bateria), Robert Berry (teclados), Jeff Feldman (teclados) e Trent Gardner (teclados). Não me pergunte o porquê de tantos tecladistas. Acho que deve ser sido o caso de "deixa eu tocar essa música, por favor!" como súplica de vários tecladistas. Mas é o feliz caso de quanto mais melhor. Música altamente técnica e executada de maneira técnica igual. É o tipo de música para se ouvir várias vezes pra tentar ouvir aquele riff do Andreas, aquela batucada de Chris Pennie..., por várias e várias vezes.
8) Force Ten com Robert Berry (vocal e teclados), Chris Pennie (bateria), Dave Martone (guitarra), Shane Gibson (guitarra), Juan Alderete (baixo). Aqui nesta faixa, outra também das minhas favoritas do Rush, o time já começou a se repetir um pouco, o que achei ótimo, pois em time que se está ganhando não se mexe. Fizeram valer a máxima e o destaque definitivamente vai para as guitarras. Muito virtuosismo, mais ainda além de Rush, deram uma nova roupagem a este clássico.
9) Subdivisions com Randy Jackson (vocal), Dominic Cifarelli (guitarra), Jeff Feldman (teclados), Vinnie Moore (guitarra), Stu Hamm (baixo), Mike Mangini (baixo), Robert Berry (teclados) e Trent Gardner (teclados). Taí uma música que justifica a presença de bastante tecladista. Outro clássico passado a limpo de maneira muito eficiente.
10) Tom Sawyer com Alex Skolnick (guitarras), Nathan Peck (baixo) e Matt Zebroski (bateria). Tom Sawyer de novo só que executada de uma maneira bem diferente. Os mais puritanos com certeza vão torcer o nariz numa primeira vez. Porém, abrindo a cabeça dá pra digerir muito bem a mistura de jazz e uma espécie de bossa-nova eletrônica executada de maneira curiosa mais eficiente ainda mais pelo guitarrista que também responde pelas guitarras thrash metal do Testament. vale a pena a tentativa!
No geral, um álbum que deve fazer parte de qualquer coleção de fã do Rush e também fã de boa música. Se levar em consideração só a seleção de músicos escalados para fazer este disco acontecer, dá pra curtir independente da banda tributada!
Mais em: www.magnacarta.net www.magnacarta.net/RushTribute/index.html
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